terça-feira, 27 de janeiro de 2009

PROFESSOR REFLEXIVO


FAZENDO A DIFERENÇA...
Relata a Sra. Teresa, que no seu primeiro dia de aula parou em frente aos seus alunos da 5ª série e, como todos os demais professores, lhes disse que gostava de todos por igual. No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um pequeno garoto chamado Ricardo. A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes suas roupas estavam sujas e cheiravam mal. Houve até momentos em que ela sentia prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos. Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações. Ela deixou a ficha de Ricardo por último. Mas quando a leu foi grande a sua surpresa. Ficha do 1º ano: "Ricardo é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele." Ficha do 2º ano: "Ricardo é um aluno excelente e muito querido por seus colegas, mas tem estado preocupada com sua mãe que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos. A vida em seu lar deve estar sendo muito difícil." Ficha do 3º ano: "Ricardo anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dormem na sala de aula." Ficha do 4º ano: "A morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Ricardo. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajuda-lo." Deu-se conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada. Piorou quando lembrou dos lindos presentes de Natal que os alunos lhe haviam dado, com papéis coloridos, exceto o de Ricardo, que estava enrolado num papel de supermercado. Lembrou que abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade. Apesar das piadas ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão. Naquela ocasião Ricardo ficou um pouco mais de tempo na escola do que o de costume. Relembra, ainda, que ele lhe disse que ela estava cheirosa como sua mãe. Naquele dia, depois que todos se foram, a professora chorou por longo tempo... Em seguida, decidiu mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Ricardo. Com o passar do tempo ela notou que o garoto só melhorava. E quanto mais ela lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava. Ao finalizar o ano letivo, Ricardo saiu como o melhor da classe. Seis anos depois, recebeu uma carta de Ricardo contando que havia concluído o segundo grau e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera. As notícias se repetiram até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo Dr. Ricardo Stoddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Ricardo. Mas a história não terminou aqui. Tempos depois recebeu o convite de casamento e a notificação do falecimento do pai de Ricardo. Ela aceitou o convite e no dia do casamento estava usando a pulseira que ganhou de Ricardo anos antes, e também o perfume. Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por longo tempo e Ricardo lhe disse ao ouvido: "Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença." E com os olhos banhados em lágrimas sussurrou: "Engano seu! Depois que o conheci aprendi a lecionar e a ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma do educando. Mais do que avaliar as provas e dar notas, o importante é ensinar com amor mostrando que sempre é possível fazer a diferença..."

(Autor Desconhecido)

PREFEITURA DE CACHOEIRO PUBLICA EDITAL PARA CONTRATAR DTs

As pessoas que quiserem concorrer às vagas temporárias da Secretaria Municipal de Educação de Cachoeiro de Itapemirim (Seme) já podem fazer suas inscrições. Há vagas para vigias, auxiliares de serviços públicos municipais, secretários escolares, auxiliares de serviços da educação, agentes de biblioteca escolar e agente de serviços da educação, professores e pedagogos.As inscrições serão feitas nos dias 28, 29 e 30 de janeiro, das 8 às 17 horas, na sede da Seme, localizada na Rua Moreira, 173, Bairro Independência, onde os candidatos preencherão um formulário, oferecido pelos funcionários da Prefeitura. Confira link abaixo.

http://www.cachoeiro.es.gov.br/educacao/educacao.php?id=NOTICIAS&id_item=%20%201DATACI/AD.IND.%2027/01/09173031

PEDAGOGIA DO AMOR





Vivemos uma época de calamitosa incerteza . A humanidade caminha de mãos dadas, rumo ao caos. Os valores se invertem, mergulhados nas valas da hipocrisia. O amor que sempre foi o marco da esperança, da fé, da solidariedade existencial, antes praticada olho no olho, hoje é substituído pela tela de um computador ou vídeo de um televisor, até mesmo pelo marketing do imediatismo. Uma espécie de ditadura da frieza. A família era mais unida. Hoje, vai se destruindo nos tentáculos de atividades objetivas, onde o casal, a cada dia, tem menos contato com os seus filhos. Tentar ser alguém no futuro era, sobretudo, motivo e instrumento de interesse pessoal. Ir à luta, era buscar garantir a possibilidade única de vencer e tornar-se , um profissional de referência.Tinha-se, voluntariamente, uma conduta reta compartilhada pela amizade sem preconceitos, hoje, satirizada por “alguns” usurpadores da fé alheia.O individualismo sempre existiu, mas agora predomina, em todas as esferas do relacionamento humano, com uma força jamais vista. São tempestades de areia invadindo as famílias. As escolas construíam os homens, para serem auto-suficientes. Hoje estão sendo transformados em clientes e instigados a ter, muitos antes de estarem preparados para solidificar os projetos de seus anseios. O romantismo era a sensação máxima do afeto, em todos os patamares da vida. Hoje, mutilado pelo pessimismo dessa geração individualista. Tudo se resolve num clicar de salvar ou deletar um relacionamento. A fragmentação da linguagem está mutilando a essência do diálogo, ou talvez um medo, um profundo medo de ser, interfira na evolução pessoal dos menos preparados, até por falta de estímulos, ou ousadia. Os filhos perderam a referência de respeito pelos seus pais. O professor não tem o controle de seus alunos. O que fazer?
1- É importante conhecer individualmente seus educandos. Observá-los e traçar o perfil de trabalho mais eficaz. Exemplo: ele ouve, enxerga e fala?
2- Praticar a pedagogia do amor, do afeto e da unidade, com motivação e inspiração é uma saída inteligente para o resgate social.
3- Desenvolver atividades com dinâmicas criativas e lúdicas, é potencializar inteligências múltiplas.
4- Trabalhar a oralidade, é permitir que cada um tenha a chance de expressar os seus sentimentos e dons, além, é claro, de manter a auto-estima em harmonia.
5- Criar estímulos de leituras e desenvolvê-las todos os dias, é alimentar o mestre que existe dentro de cada um. (Mas necessita-se de leitor adulto como referência).
6- O fracasso ou o sucesso do ser, depende em boa parte do que tem para oferecer na base, o titular da construção, se auxiliarem-nos a pensar.
7- A alfabetização lúdica favorece a aquisição da linguagem escrita. Exemplo: A tabuada brincalhona pode servir de referência e estimular a memória na construção do raciocínio lógico. Dividir os alunos em grupos e, brincando, um grupo toma aleatória a tabuada do outro. É pouco, mas havendo comprometimento, serão observados os resultados. Auxiliar o aprendizado, é uma dádiva, coibir um desmando.
8- A proposta pedagógica é muito importante, se houver a capacitação dos professores, principalmente do jardim três a quarta-série.
9- Mudar é preciso. Mas quem precisa mudar? O aluno, o professor, ou a proposta de ensino?
10- Jogos pedagógicos podem ajudar em muito a inteligência múltipla do aluno. A começar pela concentração, estimula o pensamento critico com lógica, melhora a noção de espaço e aguça à administração da melhor estratégia.

EDUCAÇÃO COMO MEIO DE TRANSFORMAÇÃO

Durante muito tempo, a questão da seleção e organização dos conteúdos escolares foi tratada do ponto de vista exclusivamente técnico nos cursos formadores do profissional do ensino. À escola atribuía-se a função de transmissão do saber acumulado historicamente, cientificamente organizado, considerando aspectos lógi­cos e psicológicos tendo como pressuposto que uma formação teórica sólida garante uma prática conseqüente. A lógica subjacente a essa abordagem é a de que a teoria é guia da ação, caracterizando-se a separação entre a teoria e a prática. Fato característico na pedagogia tradicional, onde o aluno é mero personagem no processo de ensino-aprendizagem. Nesta tendência vê-se uma falta de mobilidade do currículo, onde o professor simplesmente repassa conteúdos previamente programados e massificados, sem analisar sua importância e necessidade no contexto social em que está inserido.
Na Pedagogia Tradicional, a escola é vista como principal fonte de informação, de transformação cultural e ideológica das massas, respondendo aos interesses da burguesia como classe dominante. O Programa Educacional é extremamente rígido, contendo uma grande quantidade de informações, tratadas de forma descontextualizada e desconexa, visando a memorização e não a aprendizagem em si.
Ultimamente essa questão tem sido alvo de muitas discussões entre os educadores progressistas que, com­prometidos com a maioria da clientela presente nas es­colas, buscam inverter a lógica subjacente à abor­dagem anterior, orientando a seleção e organização dos conteúdos escolares a partir do pressuposto de que para essa maioria, teoria e prática se constituem numa unidade. Ou seja, no fazer gera-se o saber. Esses educadores progressistas, encontram-se dentro de linhas pedagógicas que visam a formação de um cidadão crítico, comprometido com necessidades de transformações sociais que imperam nos nossos dias.
A reformulação dos Programas de Ensino tornam-se possíveis por meio da descentralização dos currículos educacionais, proclamado na legislação do ensino, cabendo ao professor a tarefa de selecionar conteúdos de ensino adequados às peculiaridades locais, planos dos estabelecimentos e diferenças individuais, o que é uma das características mais marcantes presentes nas tendências pedagógicas que seguem essa linha, como: Pedagogia Liberal, Teoria Crítica Social do ensino proposta por Libaneo, Investigação-Ação e a Teoria Histórico Social de Vigotsky, onde propõem que as origens da vida consciente e do pensamento abstrato deveriam ser procuradas na interação do organismo com as condições de vida social, e nas formas histórico-sociais de vida da espécie humana e não, como muitos acreditavam, no mundo espiritual e sensorial do homem, procurando analisar o reflexo do mundo exterior no mundo interior dos indivíduos, a partir da interação destes sujeitos com a realidade, lembrando que a origem das mudanças que ocorrem no homem, ao longo do seu desenvolvimento, está, segundo seus princípios, na sociedade, na cultura e na sua história.
"O aprendizado adequadamente organizado resulta em desenvolvimento mental e põe em movimento vários processos de desenvolvimento que, de outra forma, seriam impossíveis de acontecer." (Vigotsky, 1987:101)
Sendo assim, acredita-se que uma das competências básicas inerentes ao trabalho docente é a de decidir sobre a qualidade e a quantidade de conhecimentos, idéias, conceitos e princípios a serem explorados nas atividades curriculares, estabelecendo uma relação intrínseca com a realidade social que está inserida, contextualizando assim o ensino.
Essas tendências Pedagógicas dirigem sua atenção a necessidade de crear nos alunos expectativas, habilidades, conhecimentos e competências, que lhes dêm subsídios para serem cada vez mais ativos, capazes de analizarem as condições históricas, sociais e políticas em que se desenvolvem, para que não somente possam descrever o mundo que os rodeiam, mas que sejam capazes de transformá-lo.

DESÁFIOS DA ESCOLA INOVADORA


Passamos anos demais, horas demais, para aprender coisas demais, que não são tão importantes, de uma forma pouco interessante, com resultados medíocres. E passamos pouco tempo no que é importante, significativo, que nos ajuda a aprender para toda a vida.Num mundo cada vez mais complexo e que exige competências muito mais desenvolvidas em todos os campos, não há lugar para a escola repetidora, enclausurada na repetição, centrada na fala do professor, nas aulas de 50 minutos, na aprendizagem passiva. A escola precisa de arejamento, de intercâmbio, de sangue novo, de profissionais – gestores, educadores, funcionários - mais criativos, empreendedores, afetivos, melhor remunerados e com a noção clara das possibilidades e limites educacionais institucionais, profissionais e pessoais. Se a escola não prepara alunos-pesquisadores criativos e empreendedores, de pouco adianta todo o enorme esforço e dinheiro gastos. A escola está desfocada: insiste em modelos ultrapassados em uma sociedade em transformação. Contentamo-nos com pouco, quando os desafios são enormes. A escola pode abrir-se cada vez mais para o mundo, começando pelo seu entorno: abrir-se para o seu bairro, dialogando com as principais pessoas, organizações da região, abrir-se para os país e famílias, trazendo-os para dentro, como aprendizes e como colaboradores no processo de ensinar e de aprender. Pode integrar-se com os espaços interessantes do cotidiano, com o mundo as artes, da música, do teatro, da poesia, do cinema, das mídias digitais. Pode abrir-se para o mundo real e digital, para entendê-lo e pode contribuir para modificá-lo.A escola pode transformar-se em um conjunto de espaços ricos de aprendizagens significativas, presenciais e digitais, que motivem os alunos a prender ativamente, a pesquisar o tempo todo, a serem pró-ativos, a saberem tomar iniciativas, a saber inter-agir.A escola necessita incorporar uma mentalidade aberta para o mundo, para a vida. Num mundo com tantas possibilidades interessantes de aprender, como podemos ter tantos alunos que não sabem ler, interpretar, pesquisar, escrever?Vale a pena ensinar menos coisas e mais procedimentos e metodologias ativas. Despertar o gosto por pesquisar, por aprender, a partir do que motiva os alunos, procurando chegar a alguns parâmetros esperados, mas sem forçar um só caminho.Infelizmente essa escola não está pronta, quase não existe. Nossos cursos de formação de professores são, em geral, um horror: preparam para a mesmice, com métodos arcaicos, para uma sala de aula que mudou profundamente seus objetivos, mas que continua reproduzindo modelos velhos, de transmissão da informação, não motiva para aprender. Preparam para uma escola velha num mundo novo, que precisa de outras formas de aprender e de ensinar.